- Bin, to com uma coceira danada no saco,vou na farmácia comprar uma pomada, vamos lá?
A preguiça é o pecado mais danoso que domina o ser humano, nela que a mente vazia esboça as maiores merdas da nossa sociedade,
e o Bin não estava exorcizado deste pecado, assim teve a brilhante idéia, para não ter que acompanhar o seu amigo até a farmácia.
- Dejaça, não preprecisa ir até a fafarmácia, não! Eu tenho a soluço,solução do teu problema, tenho um uma popomadinha muito boboa.
Com isso ele Resolveu a parte dele do problema, já que a tal pomada evitou que os dois fossem à farmácia mantendo-se assim seu copo gelado. Já o Dejaça,também solucionou parte do problema com a coceira no saco sumindo em menos de vinte e quatro horas. Sabiamente, Dejaça, vulgo Motoca, pensou em fazer uma estátua em homenagem ao grande Bin, pelo seu autodidatismo em medicina. Não contente com o bom resultado da cura, Deja, em seu brilhantismo pensou, já que esta milagrosa pomada curou a pereba do saco, então para evitar qualquer pereba, vou me prevenir passando-a
por toda a região genital. E assim, Motoca ou Dejaça, adornou a cabeça da rola com a milagrosa, emplastava como numa cena de amor seu
sorriso era contagioso de tanta felicidade, afinal, ele tinha a solução contra qualquer merda que viesse...Literalmente.
Devo admitir que a Pomada era eficiente, no mais tardar vinte quatro horas agia. E foi assim...
- E aí De Dejaça! Ficou bom o sasa.. sa saco?
- Caralho, Bin!!! O que é aquilo? Tu me fudeu!!!
- Po Por quê?
- Fui passar a pomada e meu pau todo está em carne viva, a pele soltou como uma cobra!!
- De Deixa eu vever?
- Caralho!!! Tu tá fudido!!!
Bin ficou tão espantado que se esqueceu de gaguejar..
- Pô cara, vamos na UPA comigo?
- Va vamo lá!
Chegando na UPA..
- Vim fazer uma sulta..
- Fazer o que?
- Consulta.
- Qual o motivo?
- sabe é que..eu..assei um pmada..
- Fala mais alto meu filho
- É que eu usei uma p..mada..
- usou o que?
- Pomada.
- onde meu filho?
- não.. é que o Bin..indicou..
- bindigou? que isso? você fala português?
- não,é..
- Não?!
- Não, sim é que...
- Meu filho se você não me disser o que aconteceu não posso fazer a ficha!
- Eu passei uma pomada na ponta do cacete e caiu tudo!
- Caiu?
- Não só descascou!
- Descascou!! igual laranja?
- Hi..
- Tá bom me dê a identidade e aguarde ser chamado.
Dizem que o ser humano num atendimento em hospital público para no tempo e pensa mais do que em um mês de rotina, mas, Dejaça
superou esta estatística e pensou mais do que em toda a sua vida.. Se pensam que ele tem uns dez anos? Não!! Quarenta!
A mágica social é a fofoca, inocentemente, Motoca e Bin em toda sua conversa tinham um atento ouvinte que era o Darça ou Fodarci ou simplesmente, Tio Darci, Velho Boiadeiro aposentado, botafoguense dos bons, meio cego e de bom coração. Em sua leitura, ele participava ativamente da conversa de Bin e Motoca achando-se parte no processo comunicativo, logo, concluo que qualquer coisa que ele tenha dito, jamais deve ser confundido com fofoca.
- Dayse, Dayse! Dejaça foi pro hospital porque pegou uma doença e caiu o pau!
- O que?
- É o Bin foi com ele pra UPA.
- O que Darci, tem certeza do que está falando?
- Tenho,eu tava conversando com eles ali no portão.
Passam as horas, enquanto Dejaça usava sua cabeça como não o fez em toda sua vida, na casa de sua mãe, a família se reunia para debater o assunto..
- Não mamãe, deve ser outra coisa, Tio Darcy entendeu errado.
- Ah! Não, Silvio! Ele não vai agüentar ficar sem a rola é pequena, mas é a coisa que ele mais aprecia na vida..
- Ué, Sandra, se ele ficar sem a rola ele vai ter que virar hoomosexual, tem tantos..
- Ah! Meu filhinho, tadinho dele!!
Em meio a este grito, veio uma risada instintiva não por maldade, lógico, mãe sempre que o melhor pro filho. Na verdade a gargalhada foi desespero....
Enfim, depois de muitas horas Deja ou Motoca ou Dejaça, estava de volta com uma nova pomada, receitada por uma jovem médica de uns vinte e três anos.
O fato é que Dejaça agora quando vai mijar tranca a porta.
Importa-se?
terça-feira, 19 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Círculo Vicioso
Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
- Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
que arde no eterno azul, como uma eterna vela !
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
- Pudesse eu copiar o transparente lume,
que, da grega coluna á gótica janela,
contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela !
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:
- Misera ! tivesse eu aquela enorme, aquela
claridade imortal, que toda a luz resume !
Mas o sol, inclinando a rutila capela:
- Pesa-me esta brilhante aureola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?
Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
- Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
que arde no eterno azul, como uma eterna vela !
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
- Pudesse eu copiar o transparente lume,
que, da grega coluna á gótica janela,
contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela !
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:
- Misera ! tivesse eu aquela enorme, aquela
claridade imortal, que toda a luz resume !
Mas o sol, inclinando a rutila capela:
- Pesa-me esta brilhante aureola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?
terça-feira, 30 de março de 2010
sexta-feira, 15 de maio de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
O Discurso:
Cidadão: Prefeito, o Sr. Vai tirar os mendigos da rua?
Prefeito: Sim, nós não podemos deixar a cidade assim, largada com mendigos, camelôs etc
- Mas, prefeito, isso vai fazer acabar com os mendigos os camelôs?
- Não! Mas, eles vão ter que sair daqui..
-E aí eles deixam de ser mendigos?
- Não sei, mas eles vão ter que procurar trabalho..
- Mas, nós não estamos sofrendo com o desemprego altíssimo?
-Sim, porque?
-Assim, eles não serão desempregados?
-Pode ser..
-Sim, mas como é que o desempregado faz pra comer, pagar aluguel, imposto e outras coisas..
-Não sei, mas ele tem que dar um jeito.
-Sim... esse jeito não pode ser vendendo alguma coisa como camelô?
-Meu filho você faz muitas perguntas...
-Mas o senhor não deveria ter algumas respostas, ou o senhor faz as coisas sem se preocupar?
-Não, o que eu faço é manter a ordem.
-Mas, nossa sociedade está desorganizada e as tuas soluções não resolvem o problema, parece que o Senhor quer mostrar uma cidade sem problemas, ou seja, sem camelôs, mendigos e desempregados para fazer uma cidade para os mais ricos verem e viverem, é isto?
-Meu filho, eu não posso resolver o problema do Brasil.
-Mas pode resolver alguns problemas dos seus cidadãos, ou não?
-...-Prefeito, parece que o senhor quer uma cidade educada, mas 70% do povo não tem educação decente; quer organização do comércio, mas não há empregos e a atividade mais prática e fácil para o cidadão se alimentar é vender alguma coisa; senão, pedir; senão, roubar e agora traficar. Talvez o senhor resolva isto mandando matar os desempregados, os camelôs e os mendigos, mas, para não ter remorsos depois, poderia pensar em dar oportunidade de alguma forma.
Cidadão: Prefeito, o Sr. Vai tirar os mendigos da rua?
Prefeito: Sim, nós não podemos deixar a cidade assim, largada com mendigos, camelôs etc
- Mas, prefeito, isso vai fazer acabar com os mendigos os camelôs?
- Não! Mas, eles vão ter que sair daqui..
-E aí eles deixam de ser mendigos?
- Não sei, mas eles vão ter que procurar trabalho..
- Mas, nós não estamos sofrendo com o desemprego altíssimo?
-Sim, porque?
-Assim, eles não serão desempregados?
-Pode ser..
-Sim, mas como é que o desempregado faz pra comer, pagar aluguel, imposto e outras coisas..
-Não sei, mas ele tem que dar um jeito.
-Sim... esse jeito não pode ser vendendo alguma coisa como camelô?
-Meu filho você faz muitas perguntas...
-Mas o senhor não deveria ter algumas respostas, ou o senhor faz as coisas sem se preocupar?
-Não, o que eu faço é manter a ordem.
-Mas, nossa sociedade está desorganizada e as tuas soluções não resolvem o problema, parece que o Senhor quer mostrar uma cidade sem problemas, ou seja, sem camelôs, mendigos e desempregados para fazer uma cidade para os mais ricos verem e viverem, é isto?
-Meu filho, eu não posso resolver o problema do Brasil.
-Mas pode resolver alguns problemas dos seus cidadãos, ou não?
-...-Prefeito, parece que o senhor quer uma cidade educada, mas 70% do povo não tem educação decente; quer organização do comércio, mas não há empregos e a atividade mais prática e fácil para o cidadão se alimentar é vender alguma coisa; senão, pedir; senão, roubar e agora traficar. Talvez o senhor resolva isto mandando matar os desempregados, os camelôs e os mendigos, mas, para não ter remorsos depois, poderia pensar em dar oportunidade de alguma forma.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
É claro! não se mistura água e vinho, pois essas duas maravilhas quando afetadas uma pela outra perdem a essência de suas propriedades. Mas, a natureza dozou exatamente a quantidade de água que serviu para uma boa safra e um bom vinho necessita de um clima apropriado. A lição que podemos tirar disto? Não sei. você sabe? Entre o que você sabe e o que eu não sei, vai uma opinião: "Tudo que se aproxima do simples e do natural, é perfeito.
Marcos Azevedo
Marcos Azevedo
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
[Frase final de Memórias Póstumas de Brás Cubas,1881]:Não tive filhos não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.Machado de Assis
Assinar:
Postagens (Atom)
